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A educação começa em casa

Quando um bebê nasce, ele ainda não é um ser humano. Aprende a ser humano quando adota atitudes, adquire gostos, desenvolve sentimentos e se move por finalidades e com propósitos. Para se humanizar o bebê precisa do contato de outros indivíduos da sua espécie que possa conduzi-lo por esse processo que chamamos de socialização.

A socialização é o processo pelo qual o homem aceita como suas as normas do grupo.  Ele adota e adapta a cultura à sua maneira pessoal de ser. Assim, dentro de um grupo social a pessoa utiliza os referenciais da cultura para se comportar ao mesmo tempo em que se sente inserido no grupo.

É claro que a pessoa não se sujeita docilmente às regras. Há uma tensão entre os desejos de independência do indivíduo e sua necessidade de coexistir com os outros. Para viver em grupo a pessoa tem que abrir mão de muitas das suas vontades, muitos dos seus impulsos.  É por isso que a socialização se confunde com a educação.

Algumas instituições como a igreja, a escola, a família, os meios de comunicação e outras, contribuem para o estabelecimento das regras sociais e favorecem a inserção do indivíduo naquele grupo social. Mas a verdadeira educação começa em casa.

Educar é promover a formação física, intelectual, moral, social, profissional e religiosa do ser humano e, acima de tudo, orientá-lo como ser de liberdade, mas também de colaboração e solidariedade. É ensiná-lo na prática, através do seu próprio exemplo, a disciplina, a ética e a política.

A disciplina visa manter a ordem e a subordinação entre os membros de um grupo. É um método de contenção, orientação e renúncia, ou seja, de limitar ações e comportamentos. O limite é como o leito de um rio que dirige as águas para o curso que elas devem seguir. Nesse sentido a disciplina é altamente criativa, canalizadora da multiforme energia que o ser humano tem, mas que só é efetiva e criativa quando cria uma identidade, um perfil, uma configuração concreta. Quando a pessoa incorpora as regras, os limites e faz bom uso da liberdade que lhe é dada, ela se disciplina e não vivencia conflitos, pois tem em si a autoafirmação que a dirigirá para a realização dos projetos de vida.

A autodisciplina é um exercício de autonomia que permite ao individuo intervir em sua vida de forma criativa e critica. Seria uma forma de uso da liberdade, já que as consequências das nossas ações com frequência afeta os demais. Devemos construir um projeto em que possamos dimensionar a vida de forma construtiva, mas respeitando os outros. Temos que compreender que, de tudo que é permitido, nem tudo é bom para o crescimento humano.

Para educar também é preciso autoridade. Autoridade é uma palavra que tem origem no latim (auctoristas), que significa fazer crescer o outro a partir de suas potencialidades interiores. A autoridade é diferente do autoritarismo, pois a autoridade não utiliza da força, da imposição em ditar regras e dominar pelo medo. A autoridade deve ser sempre legítima, ou seja, ser exercida com amor e sabedoria.

Por fim, na educação participa a ética (ethos), que significa morada; comportamento humano pelo qual se organiza de uma forma habitável o seu convívio com os outros. Uma vez estabelecido a ética, essa morada, cria-se os hábitos ou a moral, que simplificam a vida cotidiana e a convivência harmônica com o outro.

A educação começa em casa e é preciso que os familiares ou as pessoas que cuidam da criança a eduquem. É preciso que ensinemos a criança a cuidar da nossa morada, da nossa casa, mas também lembrando que nossa grande morada é o nosso planeta e devemos trata-lo com carinho.