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Re-orientação profissional: Adulto? Ainda é tempo!

O mercado de trabalho requer, cada vez mais, sujeitos atualizados, criativos e dinâmicos.  As exigências são tais que para você se entregar com disposição ao trabalho é importante que você consiga obter dele algum prazer.

É claro que, como dizem por ai, “se trabalhar fosse assim tão prazeroso a gente não recebia para trabalhar. Ao contrário, pagaríamos caro!” Mas se você não está satisfeito com as tarefas que você desempenha, sempre é possível uma ‘nova’ orientação profissional.

‘Nova’, porque supõe-se que de alguma forma você se ‘orientou’ na adolescência ou no início da vida adulta, porque esta é uma fase em que o sujeito tenta organizar seu mundo interior em direção a suas escolhas profissionais, amorosas, sexuais e sociais.  É na adolescência e aliás, pode-se voltar um pouquinho atrás, no período da infância que o sujeito traça os seus sonhos, seus anseios. E é dessa essência que, geralmente, brotam as aspirações que terão que ser recuperadas no futuro, se em algum momento da vida, foram negligenciadas.

A adolescência é o período em que muitos jovens sucumbem às influências exteriores, seguindo os ditames da mídia, da família ou dos grupos sociais. É lógico que nesta época se corre, então, o risco das escolhas serem fadadas ao fracasso, quando consideradas a longo prazo. Isso porque,  muitos adolescentes, por forças de circunstancias ou mesmo por idealismo, acabam se embrenhando em profissões que mais tarde tornam-se insuportáveis. É muito comum adolescentes escolherem a graduação segundo a facilidade que tinham em certas disciplinas, como por exemplo, se é bom em ciências biológicas, escolhe-se medicina; se tem facilidade com cálculos, escolhe engenharia… Só que a prática não é bem assim. A pessoa acaba percebendo que o fato de ser bom em matemática não significa que sentirá prazer em ficar debruçado sobre a calculadora e os relatórios. E em outros casos, aqueles jovens que iniciaram a experiência profissional por oportunidade e que por causa disso resolveu fazer carreira naquele ramo, sem se haver com seus gostos e preferencias.

A re-orientação é uma oportunidade de buscar nova profissão, novo trabalho mas aproveitando muito das experiências adquiridas. É possível que uma re-orientação  lhe proporcione uma vida estável, trabalhar em algo que lhe traga mais satisfação, com pessoas e em lugares que melhore sua qualidade de vida. Ao longo da vida, muitas escolhas podem ser feitas e refeitas. Escolher não necessita ser algo definitivo.  Pode ser um processo que vai sendo ajustado segundo as influências e as oportunidades.

Muitas escolhas, infelizmente, são relegadas à não realização devido à não aprovação social ou familiar, explicita ou implícita. Mas, em determinada idade, esse suporte e apoio precisa ser dispensado. A pessoa precisa considerar apenas o que sente, o que gosta ou não gosta de fazer e não se importar muito com o que os outros pensam. Passamos grande parte da nossa vida em formação escolar, seguindo as regras da escola, do trabalho, da família e da sociedade. Somos todos compelidos a buscar afirmação financeira esquecendo-nos muitas vezes de conciliar fazer o que se gosta com o que gera retorno financeiro ainda que não fiquemos satisfeitos.

Na re-orientação é possível localizar onde reside a insatisfação. A insatisfação pode estar na dificuldade de atender as expectativas sociais e familiares; ou por não conseguir se colocar satisfatoriamente no mercado de trabalho;  ou ainda, por ter abraçado uma profissão por necessidade, e não por vontade; ou por não se sentir auto-realizado. Vários são os motivos.

A re-orientação seria também benéfica para os aposentados que buscam uma nova colocação pela necessidade de complementar os ganhos  ou porque querem preencher o tempo vago com um trabalho que lhes traga prazer.

Ao re-orientador compete facilitar esse processo de descoberta de novos caminhos através de técnicas de introspecção que direcionem o sujeito para o seu projeto de vida.

Enquanto vivemos temos condições de nos reorientarmos e recuperarmos o tempo perdido. Sim, porque o que sabemos é que temos essa vida e não temos certeza se teremos outra vida para renovarmos nossas escolhas. Então, façamo-nas agora e sem medo de errar.