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Por que evitamos tanto lidar com as perdas?

As perdas fazem parte da vida de todas as pessoas. Iniciamos nossa perda quando nascemos. O nascimento inaugura a perda do aconchego do útero e em seguida, perdemos o umbigo. Temos que encher os pulmões de ar e encaramos de frente a vida. A partir dai, a morte não avisa quando vai chegar. E ela chegará para todos, a qualquer momento. A morte é a maior perda. E enquanto ela não chega, vamos perdendo.

Perdemos o seio materno, perdemos os dentes, perdemos muitas células e perdemos um tanto de outras coisas, materiais ou não.

Mas é interessante o quanto contabilizamos nossas perdas e contamos pouco os nossos ganhos.

Ao nascermos experimentamos sensações agradáveis e desagradáveis, que irão nos conscientizar da diferença, do que é bom e do que não é tão bom assim.  Acreditamos que ganhar é bom e que perder é ruim. Mas as perdas abrem possibilidades para atribuirmos valores: depararmos com o limite nos incomoda e nos incita ao sentido da vida.

Apreciamos as amizades porque já perdemos amigos; nos encorajamos diante das escolhas, porque já perdemos oportunidades;  nos alegramos com o sucesso, porque já nos entristecemos quando experimentamos a derrota; economizamos, porque já perdemos dinheiro; cuidamos da nossa saúde, porque já adoecemos; tememos a morte, porque não aproveitamos adequadamente a vida.

Quando percebemos verdadeiramente os limites que nos são impostos pelas perdas, e principalmente pela eminente perda da vida, nos conscientizamos do quanto é difícil viver bem. É muito difícil buscar a nossa verdade, o sentido da nossa vida.

Para se viver de forma plena é preciso fazer escolhas. E para escolher é preciso abrir mão de uma coisa em prol de outra. Para viver bem é necessário um exercício contínuo de auto realização. Viver bem é desfrutarmos diariamente dos momentos que nos é dado pela vida, buscando a convivência harmoniosa com aqueles que nos cercam, sentindo a alegria de fazermos algo por nós mesmos verdadeiramente. É buscar continuamente a satisfação, o prazer e a felicidade. É entender que quanto mais nos responsabilizarmos pelo hoje, aqui e agora, mais estaremos prontos para as perdas, inclusive para a grande perda que é a perda da vida.

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